Informativo da Secretaria Executiva do PRST

Presbitério de Santos

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Crescemos bem ajustados para a glória de Deus.

2019

Que Deus nos ajude!

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Deus abençõe nossos pastores! Conheça-os aqui!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

ABENÇOADO ANO NOVO


Prezados pastores e representantes das igrejas:

O coração diz "Amém" à providência de 365 dias do ano de 2016. É possível contar as muitas lutas e privações. Mas cada dia a misericórdia de Deus se renovou de forma a tornar incontáveis as tantas bênçãos do Senhor nesse ano que finda.
A nossa gratidão a todos que fizeram com que o PRST funcionasse bem ajustado para a glória de Deus. A cada pastor e representante das igrejas o nosso desejo de que o Senhor os abençoem com a providência de mais 365 dias: o ano de 2017.
Estaremos juntos! A bondade de Deus prevalecerá e nossas igrejas será, como é, o resplendor da obra salvadora de Cristo. Tenham um abençoado Ano Novo!

Rev. J. A. Lucas Guimarães - SE/PRST
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

2017: SEJA BEM-VINDO!


2017: Seja bem-vindo! Essa bondade de Deus teremos em 365 dias!
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PASTOR DO PRST FALA SOBRE NATAL NA TVB


O Rev. Vulmar Dutra de Rezende, pastor da Igreja Presbiteriana de São Vicente/SP e Vice-presidente do PRST participou do Programa "Notícias em Debate" pela TVB (Band Litoral) no dia 23/12/16 para, juntamente com a professora de História, Melissa Vicente, comentar sobre questões relacionadas ao nascimento de Jesus Cristo.
Excelente oportunidade para cada um de nós aprofundarmos no conhecimento sobre esse assunto e reafirmar nossas convicções da importância do nascimento de Jesus.
Nossa gratidão ao Rev. Vulmar pela exposição. Que Deus o abençoe!

N.D - Vulmar Dutra e Melissa Vicente - 23/12/16 - BL_02


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NATAL: VITÓRIA SOBRE O MEDO


Um sentimento que passa pelo submundo da vinda de Jesus foi o medo.
O primeiro a ter medo foi Zacarias:
"Disse-lhe, porém, o anjo: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida..." (Lc. 1.13).
Ele viria a ser pai daquele que abriria o caminho ao Senhor. Nem tudo na preparação do Natal trouxe alegria, paz e segurança. Zacarias temeu por ser homem idoso e não saber como poderia acontecer tornar-se pai.
Em seguida, Maria teve medo ao ser anunciada como mãe do Salvador: "Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus" (Lc. 1.30).
José também temeu: "Em sonho, um anjo do Senhor apareceu dizendo: José, filo de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo" (Mt. 1.20). Ele se viu num conflito pessoal e decidiu deixá-la secretamente.
Quando a notícia do nascimento de Jesus foi dada aos pastores eles também ficaram tomados de grande temor: "O anjo, porém, lhes disse: Não temais...".
Finalmente, Herodes também ficou temeroso diante da notícia do nascimento de um novo rei (Mt. 2.3).
A vinda de Jesus causa temor porque ela causa duas consequências: ruína e levantamento (profecia de Simeão - Lc. 34). Ruína para os que não se arrependem. Levantamento para aqueles que creem em Jesus, confessam seus pecados e se arrependem.
Diante de nós estão a vida e a morte. Caminho de bênção ou de maldição. Muitos temeram ao ouvir da vinda de Jesus. Deus nos diz: "não tenha medo" de viver uma vida que se submeta a Ele como fizeram Zacarias, Maria e José. Qual será a nossa posição?

* * *
Esboço da mensagem proferida pelo Rev. Milton Ribeiro, presidente do PRST, na Igreja Presbiteriana Jardim de Oração no Culto de Natal (25/12/16).
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sábado, 24 de dezembro de 2016

FELIZ NATAL!


A manjedoura recebe o Salvador Jesus. A humildade se torna paradigma para compreender a graça amorosa de Deus.
Com os humildes, a Palavra encarnada tornar-se forjadora de coração transformados.
Natal é esse chamado para tornar os nossos corações em manjedouras: lugar onde Jesus nasce e onde os irmãos encontram lugar para serem amados no amor nascido em Belém.
Viva! Jesus nasceu! Nossa pregação tem sentido e nossa vida possui destino: temos um Salvador!
Aos pastores, presbíteros, diáconos e a todos os irmãos e irmãs que servem ao Senhor do Natal, o nosso desejo de que Deus o abençoe com um feliz Natal.

Rev. J. A. Lucas Guimarães
Secretário Executivo - PRST
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E SE JESUS NÃO TIVESSE NASCIDO...

Presbitério de Santos - PRST

...Como seria o mundo? Creio que não seja uma pergunta difícil de se responder depois de dois mil anos da história humana sob a influência de Jesus Cristo. Ele não somente dividiu a história em antes e depois, mas sem sua inspiração grandes conquistas da humanidade não teriam acontecido.
O trágico do Natal não estar no seu aspecto comercial, mas na sua visível banalização. A sociedade cristã se esqueceu daquele que não só se tornou humano, mas humanizou o mundo.
Muitos desejaram que Jesus não tivesse nascido (será esse o caso do filósofo Nietzsche e de Freud, o pai da psicanálise?). Todavia, é necessário dizer a todos eles, bem como a líderes anticristãos, do passado e do presente, que o enorme impacto da vida de Jesus sobre o planeta Terra foi positivo e não negativo. Nem mesmo a falsa afirmação que mais pessoas foram mortas “em nome de Jesus” do que em qualquer outro nome pode ocultar essa verdade. Somente em nome do Estado secular ou de uma ideologia ateia foram mortas, durante o século XX, mais de 130 milhões de pessoas, sendo que “em nome de Cristo” não se chega a um décimo dessa cifra em vinte séculos. Se os mortos fossem causa de invalidade, tanto mais deveria tornar invalidas tais ideologias e ciências! Já o número de pessoas salvas “em nome de Cristo” através da pregação, da criação de orfanatos, escolas, hospitais, ajuda humanitária e combate ao aborto, desde os primeiros séculos, é incomparavelmente superior a todo esforço que qualquer ideologia secular tenha praticado.
A humanidade de Jesus elevou a dignidade humana e em nome dele as praticas desumanas foram desmotivadas. Através dos ensinos de Jesus, o mundo conheceu o impacto da compaixão e da misericórdia no auxílio aos pobres. Foi em nome de Cristo que as faculdades e escolas foram criadas com um distintivo: a educação para todos (Martinho Lutero). Foi em nome de Cristo que o governo democrático encontrou abrigo, como dizia D’Augibné, historiador francês: “Calvino foi o fundador das maiores repúblicas”. Foi em nome de Jesus Cristo que as liberdades civis se tornaram uma realidade. Foi em nome de Jesus Cristo que nasceu a ciência moderna (alguns dos maiores pioneiros da ciência eram cristãos comprometidos: Johannes Kepler, Blaise Pascal e Isaac Newton). Foi em nome de Jesus que a livre iniciativa e a ética do trabalho veio a tornasse um fator decisivo para a economia e desenvolvimento do mundo (ainda não estou falando da tese de Max Weber). Foi em nome de Cristo que o sexo e a família conheceu sua fundamentação voltada à vida. Foi em nome de Jesus que a saúde e a medicina foi incentivada. Foi em nome de Jesus que o mundo conheceu a normalização moral sob as volições das pessoas. Foi em nome de Jesus que o mundo conheceu a beleza das artes e da música como meio de reproduzir a glória de Deus. E, em nome de Jesus incontáveis pessoas foram consoladas com a esperança e concretude da vida eterna.
Lamento que, devido o espaço, não seja possível colocar para as afirmações acima as devidas provas. Mas o bom senso mostrará que não será fácil cuspir nesse prato que alimentou o mundo com tudo aquilo que nenhuma ideologia ou ciência fez: motivar para amar a Deus e ao próximo.
A arte de se doar e de alegrar os outros foi o presente que Jesus legou à humanidade a fim de levá-la a quebrar a solidão através da abertura dos braços ao braço, dos lábios ao sorriso e do coração ao amor. Se Jesus não tivesse nascido, pelo menos não teríamos como transformar o nosso coração em manjedoura para que o Filho de Deus nascesse em nós e com ele toda a bondade divina para conosco!
Feliz Natal!
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sábado, 17 de dezembro de 2016

17/12: DIA DO PASTOR PRESBITERIANO


‘‘Rogai, pois, ao senhor da seara que mande que mande trabalhadores para a sua seara’’ (Mt. 9.38) foi a ordem dada pelo Senhor Jesus à sua igreja. Assim, cada pastor é resposta de oração. Aqueles que nasce no berço da oração, são os mesmos que devem ser honrados, pois velam por nossa alma ‘‘como quem deve prestar contas’’ (Hb. 13.17).
O Presbitério de Santos (PRST) tem como membros 17 pastores nascidos das orações da igreja:
Rev. Adilson de Jesus Silva
Rev. Carlos Esteves Teixeira Neto
Rev. Cyro de Oliveira
Rev. Diego Werner Cattermol Amaro
Rev. Edermandson Pinto Félix
Rev. Fabiano de Medeiros Soares Calixto
Rev. Fábio Ferraz Ciribelli
Rev. Giuliano Letieri Coccaro
Rev. Hélio Araújo da Silva
Rev. Ismar de Oliveira Freitas Junior
Rev. José Antônio Lucas Guimarães
Rev. José Carlos Bertoni
Rev. Luiz Henrique Portela Faria
Rev. Milton Ribeiro
Rev. Renato Pinheiro Lima
Rev. Silas Palermo Filho
Rev. Vulmar Dutra de Resende
Aos nossos pastores, nossa gratidão e desejo de que vocês se elevem na graça de Deus como poderoso efeito das orações dos justos (Tg. 5.17). Com vocês, subjugaremos o reino das trevas, praticaremos a justiça e da fraqueza tiraremos a força.
Esse é o seu dia! Louvemos a Deus pelo bem da vocação pastoral!

Rev. J. A. Lucas Guimarães
Secretário Executivo - PRST
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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

CONVOCAÇÃO: 68ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO PRST


Praia Grande/SP, 13 de dezembro de 2016.


Assunto: Convocação da 68ª Reunião Ordinária


Prezados Conselhos e pastores:


Por ordem do Senhor Presidente, Rev. Milton Ribeiro, convoco o Presbitério de Santos (PRST) para se reunir ordinariamente no dia 14 de janeiro de 2017 (sábado) na Igreja Presbiteriana de Guarujá sito à Rua Cavalheiro Nami Jafet, 512 – Centro – Guarujá/SP, tendo início às 9h00 com café da manhã e Ato de Verificação de poderes às 10h00.
No Ato de Verificação de Poderes, os presbíteros representantes das igrejas tomarão assento mediante a apresentação da Credencial, Livro de Atas do Conselho, Relatório e Estatística da referida igreja (CI/IPB, art. 68), e os pastores serão recebidos mediante apresentação da Carteira de Ministro e Relatório Ministerial Anual.
Sendo só o que me cumpre comunicar, despeço-me.


Fraternalmente em Cristo,
  

Rev. José Antônio Lucas Guimarães
Secretário Executivo do PRST
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sábado, 26 de novembro de 2016

SOMENTE A DEUS GLÓRIA

Presbitério de Santos - PRST

Usamos a frase glória de Deus com tanta frequência que ela tende a perder sua força bíblica. Mas essa glória, como o sol, não é menos ardente - e não menos benéfica - porque as pessoas a ignoram. No entanto, Deus odeia ser ignorado. “Considerai, pois, nisto, vós que vos esqueceis de Deus, para que não vos despedace, sem haver quem vos livre”. (Salmo 50:22). Então, vamos nos concentrar novamente na glória de Deus. O que é a glória de Deus e quão importante ela é?

O que é a glória de Deus?
A glória de Deus é a santidade de Deus colocada em exposição. Isto é, o valor infinito de Deus manifestado. Perceba como Isaías muda de “santo” para “glória”: “E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória”. (Isaías 6:3). Quando a santidade de Deus enche a terra para que as pessoas vejam, ela chama-se glória.
O significado básico de santo é “separado do comum”. Assim sendo, a santidade de Deus é a sua infinita “separação” de tudo o que é comum. É isso que o faz ser o único infinito - como o diamante mais raro e mais perfeito do mundo - só que não existem outros deuses-diamantes. A singularidade de Deus como sendo o único Deus - Sua “Divindade” - o faz infinitamente valioso e santo.
Ao falar da glória de Deus, a Bíblia admite que este valor infinito teve sua entrada na criação. Brilhou, assim como era. A glória de Deus é o resplendor da sua santidade, a irradiação do seu valor infinito. E quando ela flui, é vista como bela e grandiosa. Ela tem tanto a qualidade de ser infinita quanto a magnitude. Desta forma, podemos definir a glória de Deus como a beleza e a grandeza da sua multiforme perfeição.
Digo “multiforme perfeição”, porque a Bíblia diz que aspectos específicos do ser de Deus contêm glória. Por exemplo, lemos sobre a “gloriosa graça” (Efésios 1:6) e “a glória do seu poder” (2 Tessalonicenses 1:9). O próprio Deus é glorioso, pois ele é a perfeita união de todas as suas multiformes e gloriosas perfeições.
Mas esta definição deve ser qualificada. A Bíblia também fala da glória de Deus antes de ser revelada na criação. Por exemplo, Jesus orou: “e, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo” (João 17:5). Portanto, quero sugerir a seguinte definição: A glória de Deus é o esplendor externo da beleza intrínseca e grandeza da sua multiforme perfeição.
Estou ciente de que palavras apontam para uma definição muito pobre. Eu substituí uma palavra inadequada-glória-por duas palavras inadequadas - beleza e grandeza. No entanto, Deus se revelou a nós em palavras como “a glória de Deus”. Portanto, elas não são palavras sem sentido.
Devemos constantemente nos lembrar de que estamos falando de uma glória que está além de qualquer comparação na criação. “A glória de Deus” é como designamos a beleza e a grandeza infinita da Pessoa que existia antes de qualquer coisa. Essa beleza e grandeza existem sem origem, sem comparação, sem analogia, sem serem julgadas por qualquer critério externo. A glória de Deus é definitiva, o padrão absolutamente original de grandeza e beleza. Toda a grandeza e beleza criadas vêm dela e aponta para ela, mas não podem reproduzi-la de forma adequada e em sua abrangência.
“A glória de Deus” é uma forma de dizer que há uma realidade objetiva e absoluta para a qual apontam todas as maravilhas, respeito, veneração, louvor, honra, elogio e adoração dos seres humanos. Nós fomos feitos para encontrar o nosso mais profundo prazer em admirar o infinitamente admirável - a glória de Deus. Essa glória não é a projeção psicológica do desejo humano insatisfeito sobre a realidade. Pelo contrário, o desejo inconsolável do ser humano é a evidência de que fomos feitos para a glória de Deus.

Quão central é a glória de Deus?
A glória de Deus é o objetivo de todas as coisas (1 Coríntios 10:31;Isaías 43:6-7). A grande missão da Igreja é declarar a glória de Deus entre as nações. “Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos, as suas maravilhas”. (Salmo 96:1-3; Ezequiel 39:21; Isaías 66:18-19).

Qual é a nossa esperança?
Nossa máxima esperança é ver a glória de Deus. “E gloriamo-nos na esperança da glória de Deus” (Romanos 5:2). Deus irá “vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória” (Judas 24). Ele irá “conhecer as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão” (Romanos 9:23). Jesus, em toda a sua pessoa e obra, é a encarnação e revelação máxima da glória de Deus (João 17:24; Hebreus 1:3).
Além disso, não somente veremos a glória de Deus, mas também teremos participação, em algum sentido, em sua glória. “Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda co-participante da glória que há de ser revelada” (1 Pedro 5:1). “Aos que justificou, a esses também glorificou” (Romanos 8:30). A esperança que é verdadeiramente conhecida e estimada tem um efeito decisivo sobre os nossos valores, escolhas e ações hoje.

Valorizando a Glória de Deus
Conheça a glória de Deus. Estude a glória de Deus, a glória de Cristo. Estude sua alma. Conheça as glórias pelas quais você é seduzido e porque você valoriza glórias que não são a glória de Deus.
Estude a sua própria alma para saber como fazer as glórias do mundo desmoronarem como Dagom, em pedaços miseráveis, ??no chão dos templos do mundo (1 Samuel 5:4). Tenha fome de ver e compartilhar mais da glória de Cristo, a imagem de Deus.

Texto de John Piper.
 _____________________ 


Disponível em: <http://www.ministeriofiel.com.br/artigos/detalhes/610/Soli_Deo_Gloria>. Acesso em: 26/11/16.
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domingo, 6 de novembro de 2016

67ª REUNIÃO ORDINÁRIA: ISSO É PRST!

Depois de quase um dia em Concílio, ocorrido em 05/11/16 na 1ª Igreja Presbiteriana de Santos, é necessário que tenhamos coração grato: configuramos o PRST em busca de nos preparar para os enfrentamentos e às conquistas que virão.
Eu sei que você também sentiu que houve momento em que parecia haver somente silêncio e outro momento que parecíamos buscar adivinhar o futuro!
Sem sábia direção, não existe futuro: Deus abençoe o nosso presidente, o Rev. Milton Ribeiro!
Na multidão de conselheiros, a sabedoria nos mostra quando o tempo oportuno é chegado: Deus assista a todos os membros do PRST!
Que sejam bem-vindos os resultados de nossas decisões realizadas em sinceridade diante de Deus e de nós mesmos!
Minha gratidão a Deus por tê-lo por perto nesse momento: você presbítero e pastor. Cada um de vocês são os notáveis do Senhor para esse momento!
Minha gratidão pelo atendimento de todos à convocação, pela presença cordial e pela contribuição para que a 67ª RO/PRST fosse o triunfo da graça de Deus entre nós.
Minha gratidão a Deus por termos mais um licenciado entre nós, o nosso irmão Albertino José. Que maravilha!
Minha gratidão à 1ª Igreja Presbiteriana de Santos pelo acolhimento e ao seu pastor, o Rev. Ismar de Oliveira, por atende nossas solicitações em questão de logística.
Isso é obra de Deus! Essa é a minha e a sua obra!
Isso é PRST: o Evangelho, a igreja e a glória de Deus!

Um abraço,

Rev. Lucas Guimarães - SE/PRST.

Rev. Milton Ribeiro conduzindo a devocional.

        

        
 O plenário da 67ª RO/PRST reunido: 15 pastores e 07 presbíteros representantes.

 O irmão Albertino José dos Santos Neto em sermão de prova com vista à licenciatura ao Sagrado Ministério.
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sábado, 5 de novembro de 2016

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

DA GRANDE OMISSÃO PARA A GRANDE COMISSÃO

Presbitério de Santos - PRST

Imagine que seu vizinho está sempre tendo problemas com o carro dele. Você pode concluir, talvez corretamente, que ele fez um mau negócio. Mas se você descobrisse que, de vez em quando, seu vizinho mistura água na gasolina, com certeza não culparia o carro ou o fabricante pelos problemas mecânicos. Diria que o carro não foi feito para funcionar sob as condições impostas pelo proprietário. E, sem dúvida, aconselharia seu vizinho a usar apenas o combustível apropriado. É possível que, depois de alguns ajustes, o carro voltasse a funcionar bem.
Devemos abordar as decepções atuais sobre a caminhada com Cristo de maneira semelhante. Ela também não foi feita para funcionar com qualquer tipo de “combustível”. Se estamos completamente parados ou andando apenas aos solavancos, e porque não estamos nos dedicando a essa caminhada o suficiente para permitir que eia assuma o controle de toda nossa vida. Talvez ninguém tenha nos explicado o que devemos fazer. Talvez não saibamos bem qual é “nossa parte” na vida eterna. Ou talvez tenhamos aprendido a “fé e prática” de algum grupo, e não os princípios de Jesus. Ou, ainda, talvez tenhamos ouvido algo que está de acordo com os ensinamentos de Jesus, mas tenhamos interpretado incorretamente (um dilema que costuma gerar excelentes fariseus ou “legalistas”— um modo de vida muitíssimo difícil). Ou talvez acreditemos que o preço a ser pago para andarmos no "Caminho" é alto demais e estejamos tentando economizar (completando o tanque de combustível com a “água” do moralismo ou da religião de vez em quando).
Sabemos que o “carro” do cristianismo pode funcionar, e muito bem, em circunstâncias de todo tipo. Vemos isso — ou, pelo menos, quem assim o deseja pode ver — quando deixamos de lado as caricaturas e apresentações parciais e olhamos para o próprio Jesus e para suas várias manifestações em acontecimentos e personalidades ao longo da história e em nosso mundo atual. Ele é, simplesmente, o ponto mais brilhante do cenário humano. Não há concorrência. Até mesmo os anticristãos julgam e condenam os cristãos de acordo com a pessoa e as palavras de Jesus. ele não está 3 escondido, mas deve sempre ser buscado para que possamos perceber sua presença manifesta em nosso mundo. Isso faz parte de seu plano e visa a nosso próprio bem. Se o buscarmos, ele com certeza nos encontrará e, então, nós também o encontraremos de maneira mais profunda. Essa é a existência bem-aventurada do discípulo de Jesus que não cessa de crescer “na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pe 3:1 8).
Mas é justamente esse o problema. Quem, dentre os cristãos de hoje, é um discípulo de Jesus, em qualquer sentido substantivo do termo "discípulo"? Um discípulo é um aluno, um aprendiz — um praticante, mesmo que iniciante. O Novo Testamento — que deve ser nosso princípio norteador no Caminho com Cristo, deixa isso claro. Nesse contexto, os discípulos de Jesus são pessoas que não apenas adotam e professam certas ideias como também aplicam sua compreensão crescente da vida no reino dos céus a todos os aspectos de sua vida na terra.
Contrastando com isso, a suposição dominante entre os cristãos professores de hoje é de que podemos ser “cristãos” para sempre sem jamais nos tornarmos discípulos — nem mesmo no céu, pois, afinal, que necessidade teremos de ser discípulos no porvir? Onde quer que estejamos, podemos ver que esse e o ensinamento corrente. E essa é (com suas várias consequências) a Grande Omissão da “Grande Comissão”, em que a Grande Disparidade se encontra firmemente arraigada. Enquanto a Grande Omissão continuar a ser permitida ou nutrida, a Grande Disparidade florescerá — tanto na vida de indivíduos quanto em grupos e movimentos cristãos. Logo, se cortarmos a raiz da Grande Omissão, a Grande Disparidade murchara, como foi o caso tantas vezes no passado. Não é preciso lutar contra ela. Basta parar de alimentá-la.
Jesus nos disse claramente o que devemos fazer. Temos um manual, como o do proprietário de um carro. Ele nos disse que, como discípulos, devemos fazer discípulos — e não convertidos ao cristianismo ou a um tipo específico de "fé e prática". Ele não ordenou que providenciássemos para que as pessoas pudessem “entrar no céu” ou “ter parte nos benefícios” depois da morte, nem que eliminássemos as diversas formas brutais de injustiça, tampouco que criássemos e mantivéssemos igrejas “bem-sucedidas”. Todas essas coisas são boas, e ele falou sobre cada uma delas. Com certeza se concretizarão se — e apenas se— formos (seus aprendizes constantes) e fizermos (outros aprendizes constantes) aquilo que ele ordenou que fôssemos e fizéssemos. se nos ativermos a isso, não importará muito o que mais faremos ou deixaremos de fazer.

Uma vez que nós, seus discípulos, tivermos ajudado outros a se tornarem discípulos (de Jesus, e não nossos), poderemos reuni-los em situações da vida diária, sob a presença sobrenatural da Trindade, formando um novo tipo de unidade social nunca antes visto na terra. Esses discípulos são os seus “chamados”, sua ecclesia. Sua “caminhada” já se dá “nos céus” (Fp 3:20), pois os céus estão operando onde quer que nos encontremos (Ef 2:6). São essas pessoas que podem ser ensinadas a "obedecer a tudo o que eu lhes ordenei" (Mt 28:20). Ao se tornarem alunos ou aprendizes de Jesus, elas concordaram em ser ensinadas, e temos disponíveis os recursos para que isso possa acontecer de forma metódica. O resultado é sempre a vida que "excede todas as expectativas”.

Texto de Dallas Willard. Extraído do livro "A grande omissão" publicado pela editora Mundo Cristão.
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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

REFORMA: A REVOLUÇÃO DA LEITURA DA BÍBLIA - REV. LUCAS GUIMARÃES

Presbitério de Santos - PRST


Mensagem proferida pelo Rev. Lucas Guimarães no dia 09/10/16 na Igreja Vitória.
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SOLUS CHRISTUS - REV. MILTON RIBEIRO

Presbitério de Santos - PRST


Mensagem proferida pelo Rev. Milton Ribeiro no dia 09/10/16 na Igreja Presbiteriana Jardim de Oração. Início da mensagem: 01h04m30.
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67ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO PRST: CONVOCAÇÃO

Presbitério de Santos - PRST

Praia Grande/SP, 04 outubro de 2016.

Assunto: Convocação da 67ª Reunião Ordinária

Prezados servos de Deus e de sua igreja:

Por ordem do Senhor Presidente, Rev. Milton Ribeiro, convoco o Presbitério de Santos (PRST) para se reunir ordinariamente no dia 05 de novembro de 2016, na 1ª Igreja Presbiteriana de Santos, sito à Rua Marquês de Santos, 100 – Campo Grande – Santos/SP, tendo início às 9h00 com café da manhã, a fim de tratar da seguinte pauta:
1. Finanças e Divisão de campos;
2. Aspirantes ao sagrado ministério/seminaristas e licenciaturas.
O ato de verificação de poderes dar-se-á às 10h00, onde em ato continuo procederemos com a devocional. Os representantes dos conselhos serão os mesmos já eleitos à 66ª Reunião Ordinária. Na impossibilidade do titular ou do suplente eleito pelo Conselho não comparecer, deve-se emitir nova credencial ao suplente substituto. Os pastores tomarão assento com sua carteira de ministro.
Sendo só o que me cumpre comunicar, despeço-me.

Atenciosamente,

Rev. J. A. Lucas Guimarães - SE/PRST




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sábado, 8 de outubro de 2016

REFORMA: A REVOLUÇÃO QUE REVELOU DEUS - REV. LUCAS GUIMARÃES



Primeira mensagem da série de mensagens "Reforma Protestante: a revolução da graça de Deus" proferida pelo Rev. Lucas Guimarães na Igreja Vitória no dia 02/10/16.
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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

RADICADOS EM CRISTO - REV. VULMAR DUTRA



Mensagem proferida pela Rev. Vulmar Dutra na Igreja Presbiteriana de São Vicente/SP no dia 02/10/16.
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SOMENTE AS ESCRITURAS - REV. MILTON RIBEIRO



Mensagem proferida pelo Rev. Milton Ribeiro na Igreja Presbiteriana Jardim de Oração no dia 02/10/16.
(A mensagem inicia-se em 50min00 do vídeo)
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OS DEZ MANDAMENTOS - REV. EDERMANDSON FÉLIX



Mensagem proferida pelo Rev. Edermandson Félix em 02/10/16 na Igreja Presbiteriana Vicente de Carvalho.
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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

IGREJA VITÓRIA: CULTO DE AÇÃO DE GRAÇAS

Presbitério de Santos - PRST

No dia 11 de outubro de 2008, Deus deu a oportunidade de inaugurar o templo da Igreja Vitória no Bairro Sítio do Campo (Tude Bastos) em Praia Grande/SP. Desde esse dia, a Igreja olha para esse evento como a pedra Ebenézer (que significa "Até aqui nos ajudou o Senhor") e, através de culto de ação de graças, testemunha o que fez o Senhor.
Você é convidado para participar com a Igreja Vitória desse momento no dia 08/10/16 às 19h00. O preletor será o Rev. Daniel Yang da Igreja Presbiteriana Emanuel (São Paulo).
Para mais informações, acesse o blog da igreja: www.igrejavitoria.com.br
Deus abençoe a Igreja Vitória!

Rev. Lucas Guimarães - SE/PRST.
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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O QUE ESPERÃO DOS PASTORES: AS PALAVRAS NÃO DITAS

Presbitério de Santos - PRST

As expectativas sobre o pastor são muitas. Todavia, existe algo essencial nessas expectativas que pode fazer com que o pastor redirecione seu coração para vivenciar sua vocação conforme a vontade de Deus. No texto abaixo, o escritor e teólogo Eugene Peterson nos ajuda (como pastor) a ouvir as sinceras palavras que soam dos anseios do povo de Deus em direção ao nosso coração e ajuda a igreja a fazer soar as palavras que prenda o pastor ao mastro da Palavra e dos Sacramentos. Boa leitura e reflexão!


Ministrando como pessoas separadas

“A definição aprendida pelos pastores, que nos foi dada em nossa ordenação, é que a tarefa pastoral é um ministério da Palavra e do sacramento (ordenanças).
Palavra. Nas ruínas, todas as palavras soam como “simples palavras”.
Sacramento (ordenanças). Nos destroços, que diferença faz molhar um pedaço de pão, tomar um gole de vinho?
Todavia, século após século, os cristãos continuam a separar certas pessoas em suas comunidades, dizendo: ‘Você é nosso pastor, ajude-nos a nos assemelhar a Cristo’.
É verdade que as suas ações irão muitas vezes manifestar expectativas diferentes, mas nas regiões mais profundas da alma, o desejo silencioso delas é por algo mais do que alguém desempenhando um trabalho religioso. Se as palavras não-ditas fossem pronunciadas, soariam assim:
‘Queremos que você seja responsável por dizer e representar entre nós aquilo que cremos sobre Deus, o Reino e o Evangelho. Cremos que o Espírito Santo está entre nós e em nós. Cremos que o Espírito de Deus continua a pairar sobre o caos do mal deste mundo e do nosso pecado, moldando uma nova Criação e novas criaturas. Cremos que Deus não é um espectador, às vezes divertido e às vezes alarmado com os destroços da história mundial, mas, um participante.
Cremos que o invisível é mais importante que o visível em qualquer momento e em qualquer evento que decidamos examinar. Cremos que tudo, especialmente tudo que parece destroço é material que Deus está usando para criar uma vida de louvor.
Cremos tudo isto, mas não vemos. Vemos, como Ezequiel, esqueletos desmembrados, brancos sob o sol impiedoso da Babilônia. Vemos uma porção de ossos que antes haviam sido crianças rindo e dançando, adultos que expunham suas dúvidas e cantavam louvores na igreja – e pecavam. Não vemos os dançarinos, os enamorados ou os cantores – só vislumbres fugidios deles. O que vemos são ossos. Ossos secos. Vemos pecado e julgamento sobre o pecado. É isso o que parece. Parecia assim a Ezequiel; parece assim para quem quer que tenha olhos para ver e cérebro para pensar; e parece assim para nós.
Mas cremos em algo mais. Cremos que esses ossos vão reunir-se, transformando-se em seres humanos com nervos e músculos, que falam, cantam, riem, trabalham, creem e bendizem o seu Deus. Cremos que aconteceu da maneira como Ezequiel pregou e cremos que ainda acontece. Cremos que aconteceu em Israel e que ocorre na Igreja. Cremos que somos parte do acontecimento enquanto cantamos louvores, ouvimos a Palavra de Deus, recebemos a nova vida de Cristo nos sacramentos. Cremos que a coisa mais significativa que acontece ou pode acontecer é que não estamos mais desmembrados, mas unidos ao corpo ressurreto de Cristo.
Precisamos de ajuda para manter nossa fé viva, precisa e intacta. Não confiamos em nós mesmos. Nossas emoções nos atraem para a infidelidade. Sabemos que nos aventuramos num ato perigoso e difícil de fé e que existem influências fortes, desejosas de dissolver ou destruir essa fé. Queremos que nos ajude. Seja nosso pastor, um ministro da Palavra e dos sacramentos em todas as diferentes partes e estágios de nossas vidas – em nosso trabalho e recreação, com nossos filhos e nossos pais, no nascimento e na morte, em nossas celebrações e tristezas, naqueles dias em que a manhã se inicia com um sol radiante, e naqueles dias em que o tempo está sombrio. Esta não é a única tarefa na vida de fé, mas é a sua tarefa. Encontraremos outra pessoa para fazer as outras tarefas importantes e essenciais. Esta é a sua tarefa: Palavra e sacramento (ordenanças).
Mais uma coisa: Vamos ordená-lo para este ministério e queremos sua palavra de que vai manter-se nele. Este não é um trabalho temporário, mas um estilo de vida que precisamos que seja vivido em nossa comunidade. Sabemos que você faz parte da mesma aventura difícil de fé, no mesmo mundo perigoso em que vivemos. Sabemos que as suas emoções são tão instáveis quanto as nossa e sua mente é tão ardilosa quanto a nossa. É por isso que vamos ordená-lo e exigimos uma promessa sua: Sabemos também que haverá dias e meses, talvez anos, quando não teremos vontade de crer em nada e não queremos ouvir nada de você. Sabemos que haverá dias e meses, talvez anos, quando você não terá vontade de dizer nada. Não faz mal. Faça isso. Você está ordenado para este ministério, comprometido com ele.
Haverá épocas em que iremos a você em comitê ou delegação e exigiremos que nos diga algo além do que estamos lhe dizendo agora. Prometa neste momento que não cederá ao que estamos exigindo de você. Você não é ministro de nossos desejos inconstantes, ou da compreensão condicionada ao tempo das nossas necessidades, ou de nossas esperanças secularizadas de algo melhor. Com esses votos de ordenação estamos prendendo você com toda força ao mastro da Palavra e do sacramento, de modo que não poderá atender à voz da sereia.
Há muitas outras coisas a serem feitas neste mundo em escombros e vamos estar fazendo pelo menos algumas delas, mas se não soubermos as realidades básicas com as quais estamos tratando – Deus, reino, evangelho vamos terminar vivendo vidas fúteis, fantasiosas. Sua tarefa é continuar contando a história básica, representando a presença do Espírito, insistindo na prioridade de Deus, falando as palavras bíblicas de comando, promessa e convite’.
Isso, ou algo bem parecido com isso, é o que ouço a igreja dizer aos indivíduos que ordena como pastores, mesmo quando as pessoas não conseguem articular as palavras”.

Texto de Eugene Peterson, no livro O Pastor Contemplativo.
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Disponível em: <http://www.monergismo.com/textos/pastores/igreja_espera_pastor_eugene.htm>. Acesso em: 19 de set. 2016.
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terça-feira, 13 de setembro de 2016

IGREJA: POR AMIZADES QUE CURAM

Presbitério de Santos - PRST

O texto a seguir é adaptação de trechos do livro Conexão e O lugar mais seguro da terra, de Larry Crabb. Ele trata da possibilidade de a igreja ser um espaço onde as amizades espirituais ajudam no resgate das pessoas.

Conexão
Tenho fortes razões para suspeitar que os cristãos que participam obedientemente das reuniões da igreja, para quem “ir à igreja” significa desenvolver uma variedade de atividades espirituais, têm em si recursos que, postos em ação, poderiam curar de modo miraculoso corações partidos, superar o dano causado por passados de violência, incentivar os deprimidos a avançar corajosamente, estimular os solitários a buscar amigos, revitalizar com energia nova e santa crianças e adolescentes abatidos e infundir esperança na vida de inúmeras pessoas que se sentem rejeitadas, sós e inúteis. Talvez “ir à igreja”, mais do que qualquer outra coisa, signifique relacionar-se com várias pessoas diferentemente. Talvez o objetivo principal da comunidade cristã seja conectar-se a algumas pessoas.
O segredo é entender que Deus colocou nutrientes espirituais específicos na vida de cada pessoa, algo mais poderoso do que tudo o que existe de mau no coração humano, mas que raramente é liberado. Para partilhar esses nutrientes uns com os outros, é preciso que ocorra um tipo especial de intercâmbio pessoal que chamo conexão. Muito mais profunda que o contato normalmente superficial e dissimulado que costumamos chamar “comunhão”, a conexão permite que um ser humano verta no outro algo que tem o poder de curar as feridas mais profundas da alma, restabelecendo-lhe a saúde.
Por que esse fenômeno ocorre tão raramente? Em primeiro lugar, porque não cremos nele e não refletimos muito sobre o assunto. Em segundo, porque as igrejas, em sua grande maioria, não são comunidades espirituais.

Uma Comunidade de Pessoas Aflitas
Paradoxalmente, uma comunidade espiritual é justamente aquela na qual as pessoas reconhecem sua condição de aflitos. Precisamos entender que aflição é uma condição, algo que está sempre ali, por debaixo da superfície, cuidadosamente escondida enquanto se tenta manter uma fachada de normalidade. Vivemos em aflição. Só que nem sempre a percebemos em nós mesmos ou nos outros. Além disso, preferimos estar emocionalmente intactos a aflitos. Isso nos leva a camuflar nossas aflições e a escondê-las, até de nós mesmos. Eis a razão de a comunidade espiritual ser tão rara.
Uma tarefa fundamental da comunidade é criar um lugar suficientemente seguro para que os muros sejam derrubados, para que cada um de nós reconheça e revele a sua própria aflição. Somente então a força da conexão pode realizar seu trabalho. Somente então a comunidade pode ser usada por Deus para curar nossa alma.
A comunidade espiritual é formada por pessoas que têm a integridade de abrir o coração. Tudo é invertido em relação à ordem do mundo. É nossa fraqueza, não nossa competência, que leva os outros adiante; nossos pesares, não nossas bênçãos, que derrubam as barreiras do medo e da vergonha que nos mantêm separados; as faltas que admitimos, não os sucessos que alardeamos, que nos unem na esperança.
Todos nós temos feridas. Se cada um de nós for impiedosamente sincero sobre o que acontece em nosso coração, isso nos levará à aflição. Numa comunidade espiritual, as pessoas não conversam meramente sobre as feridas e aflições. Elas se arriscam e expõem os detalhes, não para todos, mas ao menos para uma outra pessoa. Não é apenas uma questão de lamber nossas feridas, mas de buscar uma solução.
Fazer isso é apavorante. Parece um ato de imensa fraqueza, tão desnecessário, tão mórbido e severo. Pior, para muitos admitir a aflição significa admitir também um relacionamento sofrível com Deus. Muitas vezes, ouvimos dizer que a aflição é o caminho para um relacionamento mais profundo com Deus, mas raramente vemos exemplos disso. Às vezes, penso que queremos que os outros acreditem que conhecemos a Deus demonstrando o quanto somos firmes.
O impulso de não arriscar é forte. O ímpeto que temos de nos proteger, de manter nossas mágoas fora de vista para que ninguém possa piorá-las é o ímpeto mais forte em nosso coração. E assim permanecerá até que vivenciemos certo tipo de relacionamento, até que encontremos o Cristo crucificado e ressurreto, até que conheçamos uma pessoa como Cristo, alguém aflito, mas belo, vulnerável e com o coração aberto.
O afago de uma alma viva que se derrama em puro amor é o que define a verdadeira conexão, que só acontece quando temos a confiança de que o repugnante e o conflituoso não vão pôr fim a um relacionamento, confiança que nasce de outra confiança ainda mais forte: o que há de mais profundo dentro de nós não é aflição, mas beleza, a verdadeira beleza de Cristo.

Enfrentando os Conflitos
Se ninguém se mostrar aflito o bastante para desfrutar do amor de Deus e partilhá-lo também, as nossas comunidades jamais se tornarão espirituais. Os conflitos inevitáveis que acabam eclodindo em todo relacionamento nos levarão a tomar direções não-espirituais, nos conduzirão a relacionamentos que dispensam o Espírito.
A comunidade espiritual depende de recursos espirituais e por uma boa razão. Todo relacionamento humano, especialmente aqueles em que os participantes desejam vivenciar uma profunda proximidade, depara com importantes conflitos. E simplesmente não há como superar o conflito e chegar à verdadeira conexão sem o poder divino. Não há como fazer isso sem dispor na alma de uma energia fornecida por Deus, uma energia mais forte e melhor do que a energia que já está ali alimentando o conflito.
As comunidades espirituais compreendem isso. Compreendem que a presença do conflito não define a comunidade espiritual, assim como a ausência de conflito não é prova de comunidade espiritual. A diferença entre comunidade espiritual e não-espiritual não está na existência ou não de conflitos, mas na nossa atitude diante deles e no nosso modo de lidar com eles. Quando os conflitos são vistos como uma oportunidade de aproveitar mais plenamente os recursos espirituais, então temos as potencialidades de uma comunidade espiritual.
O conflito está latente em todo relacionamento a cada momento. Ele simplesmente espera um estímulo para entrar em cena. As paixões egoístas, aquelas que quando liberadas geram conflitos, estão em todos nós, fervilhando debaixo da nossa casca de sociabilidade. Entre elas estão as tendências de não arriscar, de exigir conforto ou atenção, de se concentrar nas feridas abertas mais do que na oportunidade de se doar, de exigir uma plenitude imediata que Deus nem sempre concede.
Na comunidade espiritual, essas paixões se enfrentam pela aceitação de um amigo espiritual. Esse amigo as enxergam, detesta-as e pode até repreendê-las, quando se sente magoado por elas, e pode revelar isso em palavras. Contudo, ele vê, além da feiura de todos aqueles motivos egoístas que geram conflitos, a absoluta bondade oculta ali debaixo, uma bondade que foi posta ali por Deus.
Numa comunidade não-espiritual, escondemos os conflitos atrás de sociabilidade. Recanalizamo-los e os transformamos em cooperação para bons projetos, nos quais ímpetos censuráveis se tornam zelo elogiável. Atenuamos a dor que sentimos por causa do conflito, lançando mão do consolo para torná-la menos aguda. Se o conflito for especialmente grave, resolvemos nossas questões pelo aconselhamento. Ou então deixamos que pressões conformadoras tentem conter esse nosso lado feio com renovados esforços para melhorar.
Porém, precisamos na verdade de amigos espirituais, pessoas aflitas que nos darão a segurança de ficar aflitos, pessoas interessadas que querem que vivamos bem e creem que podemos viver bem, pessoas caridosas que põem dentro de nós a vida que receberam de Deus, pessoas de visão que enxergam o Espírito, modelando-nos à semelhança de Cristo. Sem elas concordamos em aceitar bem menos que isso.
Chega de imitarmos a verdadeira amizade espiritual e de fazermos substitutos da real orientação espiritual. Precisamos mergulhar no mundo incontrolável e confuso dos relacionamentos, admitir nosso fracasso, identificar nossas tensões, explorar nossas falhas. Precisamos nos transformar na resposta à oração de nosso Senhor, pois ele orou para que nos tornássemos um, como ele e o Pai são um.
Já é tempo de edificar a igreja, uma comunidade de pessoas que se refugiam em Deus e encorajam umas às outras a jamais fugirem em busca de outro socorro, uma comunidade de amigos que sabem que a única maneira de viver neste mundo é se dedicando à vida espiritual – a nossa vida com Deus e com os outros. Não será fácil, mas valerá a pena. Está em jogo o nosso impacto sobre o mundo.

Comunidade Espiritual
A presença de relacionamentos conflituosos é enfrentada com amizade espiritual (tratamento da alma). A presença de relacionamentos conflituosos é enfrentada com amizade espiritual (tratamento da alma) e, se necessário, orientação espiritual (cura da alma) caracterizada pela dependência do Espírito (ouvir Deus por meio da Palavra e do Espírito).

Comunidade Não-espiritual
A presença de relacionamentos conflituosos é controlada por relacionamentos cooperativos/relacionamentos consoladores e, se necessário, relacionamentos aconselhadores ou relacionamentos conformadores caracterizada pela confiança na carne (resolver as coisas com quaisquer meios disponíveis).

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Disponível em: <https://www.revistaimpacto.com.br/biblioteca/comunidade-espiritual-quando-e-e-quando-nao-e/>. Acesso em: 13 de jun. 2016.
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